Uma parte da história do Rio Grande do Sul que naufraga aos poucos no meio do Guaíba ainda pode ser salva. A Ilha do Presídio, que foi depósito de pólvora nos tempos do Império e já se chamou das Pedras Brancas, serviu como laboratório de pesquisa da peste suína na década de 1950 e hospedou prisioneiros a partir de 1956, completou no mês passado 26 anos de abandono. Em 4 de abril de 1983, o governador Jair Soares mandou fechar a prisão. Desde então, a área, de 4,5 mil metros quadrados, foi tomada pela vegetação e virou alvo de vândalos e pichadores. Agora, surge uma chance para resgatar esse patrimônio.
A boia de salvamento pode vir na forma de um projeto de R$ 2,5 milhões, de autoria da Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA), entidade ambientalista de Guaíba com duas décadas de atuação, em parceria com os arquitetos Reginaldo Lacerda e Mauro Ayres. O valor pagaria a restauração dos prédios, a colocação de passarelas suspensas para a circulação de visitantes e a criação de um memorial sobre a utilização da ilha ao longo do tempo.Para tanto, é necessário um investidor, pelo qual buscam a AMA e a prefeitura de Guaíba, município ao qual foi cedido pelo governo do Estado, em 25 de janeiro de 2006, o direito de uso da ilha. O convênio vale por cinco anos, segundo a Secretaria Estadual de Turismo. O titular da pasta, José Heitor de Souza Gularte, promete fazer uma reunião com a prefeitura de Guaíba para conferir o andamento do projeto. Existe um investidor em potencial, que pede para seu nome não ser divulgado.Enquanto isso, porém, o prazo de cedência ao município se esgota aos poucos, feito conta-gotas. O lugar onde aguardarampela liberdade presos políticos como o ex-prefeito da Capital Raul Pont, o ex-deputado estadual Carlos Araujo e o juiz João Carlos de Bona Garcia, durante a ditadura militar (1964-1985), espera que lhe dêem um destino. Não submergirá fisicamente, como um Titanic de pedra, apesar de estar há anos à deriva. Mas o que aconteceu por lá, sim, dia a dia se esvanece, chapinhado pela água do Guaíba.
Passeios aos domingos
Neste meio-tempo, a Secretaria de Turismo de Guaíba tem a intenção de fazer viagens de barco até a ilha. - A princípio, um domingo por mês nós vamos fazer esse passeio. Nem a comunidade de Guaíba nem a de Porto Alegre conhece a ilha. O pessoal tem uma curiosidade imensa - relata a secretária. Para os barqueiros que volta e meia transportam interessados até a região, seria um bom negócio. Há cinco anos nessa função, Reinaldo Fraga se anima ao falar sobre o assunto. Ele calcula já ter levado 500 estudantes, incluindo universitários da PUCRS e da UFRGS. - As crianças adoram. Elas contam para os pais e aí são eles que vêm depois - destaca.
Ideias mirabolantes
A simples existência de um regramento para a ilha, contido no acordo entre o Estado e Guaíba, serve para ao menos afastar outras ideias, um tanto mirabolantes, que surgiram para dar utilidade ao local. Conforme o coordenador do projeto e dirigente da AMA Jarbas Cruz, houve empresário querendo instalar motel, ONG com convicção de que uma gigantesca estátua de Bento Gonçalves apontando para Porto Alegre seria um marco para lembrar a Revolução Farroupilha e alguém com criatividade suficiente para propor a instalação da maior bandeira do Rio Grande do Sul e do mundo, algo para entrar no Livro Guinness dos Recordes. Enquanto o termo de cessão da ilha a Guaíba permite o uso, como contrapartida há uma cláusula que torna responsabilidade do município "o zelo, a guarda e a conservação" do lugar, salienta Gularte.
Marcas do esquecimento
Os restos das barras de ferro ainda são visíveis na entrada da prisão. Nos dois extremos da ilha, também conhecida como Pedras Brancas, duas guaritas continuam em pé, apesar de quebradas. As pichações espalhadas lembram a todo momento datas recentes marcadas a tinta. Contrastam com o clima passadista e austero da prisão, ainda claramente identificável, com suas paredes grossas, grades deterioradas e minúsculas janelas no teto das 10 celas. Agora há silêncio entre aquelas paredes, quebrado unicamente pelo som do vento e da água batendo nas pedras. Um poço fedorento e esquecido em meio à vegetação parece ter acumulado tristezas, e não desejos, de prisioneiros que conviviam com falta de higiene, espaço, água e comida, e excesso de sujeira, piolhos e muquiranas. Outro inimigo eram as cheias do Guaíba, que lotavam a cadeia de água. Na penumbra das celas, sem nada para fazer, uma centena de homens aglomerados pensava a toda hora em fugir. E as fugas ocorriam. Uma delas foi a do apenado Julio de Castilhos Pitinelli, que escapou boiando em duas panelas, em 1983. Sem plano de fuga, a tática era obter uma sensação efêmera de liberdade: ir para a enfermaria, de acordo com relato do próprio Pitinelli, entrevistado por Zero Hora no ano de sua fuga histórica. A técnica para se machucar era colocar o braço apoiado em dois tamancos, calçado que utilizavam. Aí, um companheiro de cela pulava no meio. O membro se quebrava.
Histórias da ditadura
Durante a ditadura, o sistema na ilha funcionava em paralelo com os presídios em terra. O procedimento com os presos políticos era enviá-los periodicamente ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops) da Capital, onde passavam por interrogatórios e torturas, conforme o livro Ilha do Presídio - Uma Reportagem de Ideias. A obra conta que havia duas mulheres na prisão. Eram o pôster da atriz Jane Fonda, venerada por seu engajamento político antiamericano, e a foto da militante gaúcha Ignez Maria Serpa, conhecida como Martinha. Só essas duas estampas eram permitidas no local - nada de fotos de mulheres peladas, comuns nos cárceres. Martinha era folclórica entre os militantes. Passou quase um ano e meio confinada em uma solitária na Penitenciária Feminina Madre Pelletier. A sua beleza conquistou até mesmo policias militares, que passaram a servir de intermediários na troca de correspondências entre ela e presos políticos da ilha. O dia-a-dia na prisão era preenchido muitas vezes com aulas de filosofia, matemática, francês, biologia, inglês, história e até caratê, dadas aos prisioneiros por colegas de cela. Às vezes, os guardas suspendiam as lições, com receio de que fossem uma transmissão em código de informações da guerrilha. Também se lia Karl Marx e outros livros "proibidos" que entravam na cadeia pelas mãos de familiares com as capas trocadas. Passavam, já que o conteúdo não era verificado. O tempo também corria mais rápido com jogos de xadrez e cartas. Entretanto, a aparente tranquilidade escondia a tensão de saber que havia agentes da ditadura infiltrados no grupo de detentos. Era assim, por exemplo, que planos de fugas eram descobertos.
Cronologia
1857 - A Quarta Casa de Pólvora é construída pelo exército imperial 1930 - A ilha é abandonada pelos militares Década de 1950 - Passa a funcionar como laboratório de pesquisa para desenvolvimento de vacina contra a peste suína, que atormentava criadores de porcos no Estado 1956 - A ilha é transformada em presídio 1964 - Com a ditadura militar, presos políticos passam a ser enviados à ilha 1972 - Raul Pont e Carlos Araujo são transferidos para a ilha 1973 - A prisão é desativada pela primeira vez, após a morte de Eduardo Alves da Silva, um ladrão de automóveis preso irregularmente 1980 - O sequestro do cardeal dom Vicente Scherer motiva a reativação do presídio pelo governador Amaral de Souza Abril de 1981 - Comissão de direitos humanos vistoria o local, após denúncias de maus-tratos a presos 6 de setembro de 1981 - O estelionatário Jardelino de Barros foge da ilha de caiaque 25 de fevereiro de 1982 - O veleiro do juiz Monte Lopes é metralhado por guardas que suspeitaram ser uma tentativa de ataque à ilha 18 de setembro de 1982 - Os traficantes João Carlos Faleiro e Hector Martins Thomaz morrem afogados durante fuga 1983 - Julio de Castilhos Pitinelli foge boiando no Guaíba em duas panelas 4 de abril de 1983 - O governador Jair Soares manda fechar a prisão 8 de abril de 1983 - A administração da ilha é passada da Secretaria de Segurança para a de Turismo 2006 - O município de Guaíba obtém a autorização para explorar a ilha.
O exemplo estrangeiro
Há vários exemplos de ilhas-presídio que se tornaram pontos turísticos importantes e preservados. Um deles fica em Marselha, na França. A prisão da Ilha D'If foi construída entre 1524 e 1531. Serviu de inspiração para o escritor Alexandre Dumas, que usou o local como palco para o romance O Conde de Montecristo. No século 19, a prisão foi fechada, reabrindo em 1890 como museu. Hoje, é passeio obrigatório para quem viaja à cidade do sul francês. Mais conhecida é a prisão de Alcatraz, na Califórnia (Estados Unidos), que operou entre 1934 e 1963 e encarcerou o chefão da máfia Al Capone. Virou parque nacional em 1972. Anualmente, recebe 1,3 milhão de turistas.
domingo, 31 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
PROJETO COSTA DOCE - TURISMO NAUTICO
EMBARQUE E DESEMBARQUE EMGUAÍBA.

SITUAÇÃO ATUAL: Atualmente, quando o embarque
se efetua em Guaíba, é realizado
próximo ao areeiro, numa
operação pouco segura.
_ No Projeto Beira para a orla do
Centro de Guaíba, está projetado
um trapiche, entretanto, a função
desta estrutura possui outros fins.
Devido a sua localização e
estrutura, os embarques e
desembarques de pessoas no
trapiche ficarão restritos para os
dias calmos e com nível normal
das águas.
se efetua em Guaíba, é realizado
próximo ao areeiro, numa
operação pouco segura.
_ No Projeto Beira para a orla do
Centro de Guaíba, está projetado
um trapiche, entretanto, a função
desta estrutura possui outros fins.
Devido a sua localização e
estrutura, os embarques e
desembarques de pessoas no
trapiche ficarão restritos para os
dias calmos e com nível normal
das águas.
SITUAÇÃO PROPOSTA: Recomenda-se que a operação de desembarque efetuada
junto ao areeiro seja cancelada, pois apresenta muitos
riscos para os passageiros.
_ Como o Travessia possui inflável, recomenda-se que o
embarque e desembarque dos passageiros seja feito na
Praia da Alegria, onde as águas estão um pouco mais
protegidas pelos ventos predominantes, o fundo da praia é
areia e com bom calado até a margem, requisitos quetornam o desembarque mais seguro.
junto ao areeiro seja cancelada, pois apresenta muitos
riscos para os passageiros.
_ Como o Travessia possui inflável, recomenda-se que o
embarque e desembarque dos passageiros seja feito na
Praia da Alegria, onde as águas estão um pouco mais
protegidas pelos ventos predominantes, o fundo da praia é
areia e com bom calado até a margem, requisitos quetornam o desembarque mais seguro.
ROTEIRO DO PASSEIO IPANEMA-GUAIBA–IPANEMA.
SITUAÇÃO ATUAL: O Travessia já tem seu produto
de passeio estabelecido, porém
mostrou interesse em agregar
maior valor ao passeio para
Guaíba.
_ Organização de um roteiro para
os participantes do FórumMundial Social.
de passeio estabelecido, porém
mostrou interesse em agregar
maior valor ao passeio para
Guaíba.
_ Organização de um roteiro para
os participantes do FórumMundial Social.
SITUAÇÃO PROPOSTA: Sugestão de Roteiro:
- saída na Praia de Ipanema, Porto Alegre, pela manhã.
Visita a orla da Ponta Grossa mostrando as
características do relevo de Porto Alegre, formação
rochosa e mata predominante.
- Segue para a Praia da Alegria, passando pela
ARACRUZ. Aqui é importante contextualizar o
complexo industrial. Sua função, índices de exportação
e métodos usados para controle da poluição. Um
contato com a ARACRUZ poderá ser interessante, pois
o passeio poderá mostrar a importância da empresa
para o município de Guaíba, para o Estado e a
preocupação com o meio ambiente. Cabe ressaltar o
trabalho realizado com a empresa Vida.
- Descida na Praia da Alegria usando o bote inflável. Aqui
o empreendedor da Travessia deverá, com ajuda do
poder público de Guaíba, buscar parcerias com outros
empreendedores, como, por exemplo, transporte
terrestre para os passageiros passando pelos pontos
turísticos de Guaíba, como, por exemplo, almoço em
um restaurante de Guaíba, venda de artesanato, etc.
- O embarque, após o almoço poderá ser feito na Praia
da Alegria. Nos dias calmos, o Travessia poderá se
deslocar para Guaíba (passando sobre a coroa do
Angélico, até o Restaurante ao lado da estação daCORSAN,onde os turistas podem ser embarcados com Bote.
- O passeio segue para a Ilha das Pedras Brancas onde a
embarcação diminui a velocidade para mostrar a
importância histórica e ambiental da Ilha.
- Retorno a Ipanema pela costa Leste .
_ Variações neste roteiro poderão ser feitas, principalmente
para diminuir a duração do passeio.
_ A parceria com a ARACRUZ poderá ser muito oportuna,
podendo ser articulada pela AMA em conjunto com o
poder público.
_ Ações que devem ser feitas:
- realização do trajeto na embarcação Travessia, para
dimensionar os tempos;
- busca de parceiros para um roteiro conjunto;
- busca de um contato com a ARACRUZ e realização
de encontros para expor a idéia e busca de auxílio;
- formatação de um material de divulgação do passeio,
inclusive com informações sobre os principais pontosa serem pesquisados.
- saída na Praia de Ipanema, Porto Alegre, pela manhã.
Visita a orla da Ponta Grossa mostrando as
características do relevo de Porto Alegre, formação
rochosa e mata predominante.
- Segue para a Praia da Alegria, passando pela
ARACRUZ. Aqui é importante contextualizar o
complexo industrial. Sua função, índices de exportação
e métodos usados para controle da poluição. Um
contato com a ARACRUZ poderá ser interessante, pois
o passeio poderá mostrar a importância da empresa
para o município de Guaíba, para o Estado e a
preocupação com o meio ambiente. Cabe ressaltar o
trabalho realizado com a empresa Vida.
- Descida na Praia da Alegria usando o bote inflável. Aqui
o empreendedor da Travessia deverá, com ajuda do
poder público de Guaíba, buscar parcerias com outros
empreendedores, como, por exemplo, transporte
terrestre para os passageiros passando pelos pontos
turísticos de Guaíba, como, por exemplo, almoço em
um restaurante de Guaíba, venda de artesanato, etc.
- O embarque, após o almoço poderá ser feito na Praia
da Alegria. Nos dias calmos, o Travessia poderá se
deslocar para Guaíba (passando sobre a coroa do
Angélico, até o Restaurante ao lado da estação daCORSAN,onde os turistas podem ser embarcados com Bote.
- O passeio segue para a Ilha das Pedras Brancas onde a
embarcação diminui a velocidade para mostrar a
importância histórica e ambiental da Ilha.
- Retorno a Ipanema pela costa Leste .
_ Variações neste roteiro poderão ser feitas, principalmente
para diminuir a duração do passeio.
_ A parceria com a ARACRUZ poderá ser muito oportuna,
podendo ser articulada pela AMA em conjunto com o
poder público.
_ Ações que devem ser feitas:
- realização do trajeto na embarcação Travessia, para
dimensionar os tempos;
- busca de parceiros para um roteiro conjunto;
- busca de um contato com a ARACRUZ e realização
de encontros para expor a idéia e busca de auxílio;
- formatação de um material de divulgação do passeio,
inclusive com informações sobre os principais pontosa serem pesquisados.
PROJETO COSTA DOCE - TURISMO NAUTICO
Empreendimento: ONG AMA - GUAIBA
Município: GUAIBA
Empreendedor: Jarbas
PROJETO TURÍSTICO PARA VISITAÇÃO DA ILHA DAS PEDRAS BRANCAS
SITUAÇÃO ATUAL: A ONG AMA está trabalhando, em
conjunto com a Prefeitura Municipal
de Guaíba, para que a Ilha das
Pedras Brancas possa ser envolvida
em um projeto de educação
patrimonial e ambiental. A Ilha está
sob custódia do Estado, mas já existe
encaminhamento para que o
município seja “tutor” da Ilha.
SITUAÇÃO PROPOSTA: Com relação ao desenvolvimento de um trabalho de
educação patrimonial e ambiental na Ilha sob responsabilidade
desta Instituição, recomenda-se que o inicialmente se faça
a minuta do Projeto que pretende desenvolver neste local.
Um bom projeto, e uma parceria com bons patrocinadores,
constitui uma ferramenta essencial para acelerar o processo
de custódia da Ilha, bem como favorecer a terceirização por
esta ONG.
Esta minuta de projeto poderá já ser usada durante o Fórum
Mundial, uma vez que existe uma grande reunião de pessoas
sensibilizadas para este tipo de atividade. Durante o Fórum,
seria interessante levar pessoas formadoras de opinião para um
passeio até a Ilha e explicação sucinta do Projeto.
VISITAÇÃO NA ILHA DAS PEDRASBRANCAS:
SITUAÇÃO ATUAL: Com relação a visitação turística na
Ilha, a AMA em parceria com o barco
Travessia estão operando passeios
de Guaíba para a Ilha. Com a
proximidade do Fórum Mundial
Social, os parceiros gostariam de
levar interessados em conhecer a
Ilha. A ONG AMA é da opinião que a
visitação da Ilha seria interessante
aos participantes do Fórum Social
pelo seu contexto ambiental e histórico.
DESEMBARQUE NA ILHA:
SITUAÇÃO ATUAL: Foi solicitado que se faça uma
analise para a questão do
desembarque de visitantes na Ilha e
a forma segura para esta operação.
_ Hoje, esta atividade é feita com
auxilio de bote, seria facilitada se
houvesse um trapiche para
desembarque.
_ Uma das grandes dificuldades na
região é o fornecimento de pedras.
_ Questões do calado
_ Se possível esta melhoria deveria
ser implantada ainda antes do
Fórum Social para o qual há uma
expectativa de uma boa demandade interessados no passeio.
SITUAÇÃO PROPOSTA: Neste momento não recomendamos o desembarque de
turistas do Fórum (na maioria estrangeiros) devido à
precariedade das edificações e da própria limpeza do
local, alem é claro da dificuldade de desembarque que,
em curto prazo, somente poderá ser feito com bote.
_ O mais recomendável seria passar ao largo fazendo
alguns comentários sobre o meio ambiente e os fatos
históricos, evitando-se um contato mais direto do turista
com a ilha.
_ Para um desembarque eventual, uma operação com
barco inflável até a Ilha é recomendável. É importante
apenas uma roçada no capim que está próximo a área do
desembarque, dando uma melhor segurança aos
visitantes.
_ Na medida que os desembarques tornarem-se mais
freqüente e com um número maior de embarcações
recomenda-se a construção de um trapiche, porém este
deverá estar contextualizado em um projeto maior de
viabilizar a Ilha Pedras Brancas em uma atração turística
de Guaíba.
Município: GUAIBA
Empreendedor: Jarbas
PROJETO TURÍSTICO PARA VISITAÇÃO DA ILHA DAS PEDRAS BRANCAS
SITUAÇÃO ATUAL: A ONG AMA está trabalhando, em
conjunto com a Prefeitura Municipal
de Guaíba, para que a Ilha das
Pedras Brancas possa ser envolvida
em um projeto de educação
patrimonial e ambiental. A Ilha está
sob custódia do Estado, mas já existe
encaminhamento para que o
município seja “tutor” da Ilha.
SITUAÇÃO PROPOSTA: Com relação ao desenvolvimento de um trabalho de
educação patrimonial e ambiental na Ilha sob responsabilidade
desta Instituição, recomenda-se que o inicialmente se faça
a minuta do Projeto que pretende desenvolver neste local.
Um bom projeto, e uma parceria com bons patrocinadores,
constitui uma ferramenta essencial para acelerar o processo
de custódia da Ilha, bem como favorecer a terceirização por
esta ONG.
Esta minuta de projeto poderá já ser usada durante o Fórum
Mundial, uma vez que existe uma grande reunião de pessoas
sensibilizadas para este tipo de atividade. Durante o Fórum,
seria interessante levar pessoas formadoras de opinião para um
passeio até a Ilha e explicação sucinta do Projeto.
VISITAÇÃO NA ILHA DAS PEDRASBRANCAS:
SITUAÇÃO ATUAL: Com relação a visitação turística na
Ilha, a AMA em parceria com o barco
Travessia estão operando passeios
de Guaíba para a Ilha. Com a
proximidade do Fórum Mundial
Social, os parceiros gostariam de
levar interessados em conhecer a
Ilha. A ONG AMA é da opinião que a
visitação da Ilha seria interessante
aos participantes do Fórum Social
pelo seu contexto ambiental e histórico.
SITUAÇÃO PROPOSTA: Com relação a visitação da Ilha:
- para a comunidade guaibense: muito recomendado,
desde que esteja inserida num trabalho de educação
ambiental e de importância da Ilha para o Município.
Ações como mutirões de retirada dos resíduos sólidos,
limpeza do ambiente sob critérios adequados de poda
das plantas existentes , são extremamente bem-vindos
para a formação de uma consciência pró-ativa com
relação a Ilha e o Lago Guaíba. Para tanto, é preciso
organizar um projeto com estes propósitos, sendo a visita
da ilha um ponto alto do processo.
- para a comunidade de Porto Alegre e visitantes de fora:
não se recomenda a descida na Ilha. Um passeio até a
margem oeste do Guaíba com inserção de outros
detalhes e navegação próximo a Ilha com devidas
explicações será importante para o conhecimento do
potencial. Uma parada na Ilha no estado em que seencontra não somará positivamente ao passeio vendido.
- para a comunidade guaibense: muito recomendado,
desde que esteja inserida num trabalho de educação
ambiental e de importância da Ilha para o Município.
Ações como mutirões de retirada dos resíduos sólidos,
limpeza do ambiente sob critérios adequados de poda
das plantas existentes , são extremamente bem-vindos
para a formação de uma consciência pró-ativa com
relação a Ilha e o Lago Guaíba. Para tanto, é preciso
organizar um projeto com estes propósitos, sendo a visita
da ilha um ponto alto do processo.
- para a comunidade de Porto Alegre e visitantes de fora:
não se recomenda a descida na Ilha. Um passeio até a
margem oeste do Guaíba com inserção de outros
detalhes e navegação próximo a Ilha com devidas
explicações será importante para o conhecimento do
potencial. Uma parada na Ilha no estado em que seencontra não somará positivamente ao passeio vendido.
DESEMBARQUE NA ILHA:
SITUAÇÃO ATUAL: Foi solicitado que se faça uma
analise para a questão do
desembarque de visitantes na Ilha e
a forma segura para esta operação.
_ Hoje, esta atividade é feita com
auxilio de bote, seria facilitada se
houvesse um trapiche para
desembarque.
_ Uma das grandes dificuldades na
região é o fornecimento de pedras.
_ Questões do calado
_ Se possível esta melhoria deveria
ser implantada ainda antes do
Fórum Social para o qual há uma
expectativa de uma boa demandade interessados no passeio.
SITUAÇÃO PROPOSTA: Neste momento não recomendamos o desembarque de
turistas do Fórum (na maioria estrangeiros) devido à
precariedade das edificações e da própria limpeza do
local, alem é claro da dificuldade de desembarque que,
em curto prazo, somente poderá ser feito com bote.
_ O mais recomendável seria passar ao largo fazendo
alguns comentários sobre o meio ambiente e os fatos
históricos, evitando-se um contato mais direto do turista
com a ilha.
_ Para um desembarque eventual, uma operação com
barco inflável até a Ilha é recomendável. É importante
apenas uma roçada no capim que está próximo a área do
desembarque, dando uma melhor segurança aos
visitantes.
_ Na medida que os desembarques tornarem-se mais
freqüente e com um número maior de embarcações
recomenda-se a construção de um trapiche, porém este
deverá estar contextualizado em um projeto maior de
viabilizar a Ilha Pedras Brancas em uma atração turística
de Guaíba.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Foto aerea da ilha

A ilha, que pertence ao município de Guaíba,
tem 140m de comprimento,
largura variável de 30 a 80m,
e é rodeada por grandes pedras.
Em 1956 um presídio foi construído
na ilha, tendo funcionado até 1973.
Neste período abrigou presos políticos
do regime militar (anos 60). O presídio foi
reativado novamente em 1980 e funcionou até 1983.
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